24 de mai de 2011

Nova história

Esse texto começa no décimo terceiro minuto do dia 24 de maio de 2011. A última vez que escrevi um texto desses que a gente escreve pra desafogar a alma ou pra esfriar a cabeça e não desses que a gente escreve porque algum professor metido a general nos obriga a escrever foi no dia 24 de abril. Sim, faz um mês que não escrevo. E isso revela muita coisa sobre mim. Revela, por exemplo, que não tenho tempo, revela que tenho corrido de um lado para o outro, revela que tenho comido mal, dormido mal e bebido muito mais cerveja do que devia. Mas revela, principalmente, que apesar de toda essa bagunça pós-moderna, eu vou bem. É, eu vou muito bem. Se a alma não grita até a garganta rasgar e a cabeça não explode em labaredas existencialistas, quer dizer que o coração anda sambando de um lado para o outro, cantarolando bem baixinho: "É a vida, é bonita e é bonita". A vida é uma guria branca como um floco de neve, discreta como uma princesa, engraçada como um palhaço, delicada como uma flor e forte como um tornado. Ela é dona de um par de olhos profundamente lindos que podem piscar um logo depois do outro de forma muito rápida e precisa, me fazendo crer que, na verdade, são duas armas de alto calibre. Ela poderia e daria conta de ser uma heroína de HQ. Consigo imaginá-la pulando de prédio em prédio, salvando pessoas, controlando incêndios e saindo de mansinho como se não tivesse feito nada, escondida atrás do seu par de óculos vermelhos e da sua cara de mocinha frágil e tímida. Todo super-herói é assim. Ela é assim, pelo menos pra mim, e eu vou bem. Ah, eu vou muito bem. Obrigado.

Um comentário:

Lidiany Schuede disse...

Descobrir como ser feliz a seu próprio jeito é tão difícil...
Eu mesma... é, acho que ainda não descobri.
Que assim seja sempre sua vida! :)