1 de fev de 2011

Meu brinde

Descobrir o quanto se quer segurar uma mão depois de soltá-la é uma pena dessas duras de pagar. Tenho andado só. Acompanhado e só, lançando perguntas ao vento, cantarolando frases de efeito, buscando em qualquer silhueta da natureza algo que se pareça com os olhares sorridentes que você me deu. Rabisquei uma dúzia de guardanapos tentando desenhar as covinhas produzidas pela perfeição das formas do seu rosto a sorrir. Perdi meu tempo e os guardanapos. Há, em cada passo que eu dou nessa cidade, algum pedaço de você que faz, assim, de uma hora para outra, seu perfume invadir meu nariz, deslizar sobre o meu corpo e dançar embriagado em volta do meu coração. Já dei tempo ao tempo, mas a música não para e sinto vontades súbitas de buscá-la pra dançar mais um pouco comigo. Onde você está?

3 comentários:

Anônimo disse...

escreve bem esse mocinho que dá pra sentir.

Karol Garces disse...

A cada texto a superação é evidente. Parabéns, ein.
Um brinde ao teu talento.

Clara disse...

eu me apaixono pelo teu jeito de escrever, é tudo tão envolvente. Parabéns, de novo.