27 de jun de 2011

Nota de um artista frustrado

Eu queria conseguir atirar minha cabeça pela janela sem precisar atirar o restante do corpo junto com ela. Talvez, assim, enquanto ela quicasse e rolasse pelo asfalto encharcado dessa chuva que não para de chover, eu conseguisse descansar verdadeiramente minhas pernas, costas e braços. Talvez até o peito desse uma acalmada se desconectado da razão e se, desprovido de quatro dos meus cinco sentidos, eu pudesse não ouvir os assovios ensurdecedores do vento revolto que verborrage lá fora. Eu precisaria disso ou de um contrato de trabalho pra ser feliz um dia.

2 comentários:

Michelly Barros disse...

tirou as palavras da minha cabeça! (mas nem assim elas saíram de lá)

Júlia disse...

Humor de primeira categoria. Rss! Adorei!! Ganhou uma leitora!